Live com Juiz do Trabalho, Carlos Gurgel e a Psicóloga Lídia Batista, esclarece aspectos dos riscos psicossociais abordados pela NR-1

Psicóloga Lídia Batista debate mecanismos de comprovação de ações preventivas pelas empresas. 

Foi promovida, na quinta-feira(02), no perfil do instagram da Psicóloga e mentora de comportamento profissional, Lídia Batista, live “Riscos Pisicossociais: ameaça ou oportunidade? com o Juiz do Trabalho Carlos Gurgel. Gurgel, além da magistratura é especialista em direito e processo do trabalho, em direito Tributário e Mestrando em Dir. Internacional (MUST/EUA.

Durante a live, diversos internautas questionaram sobre a norma e Nova NR1 e riscos psicossociais. Negócios Já! Sobre se somente por meio de denúncias que a empresa poderia ser advertida por práticas que possam elevar os riscos de fadiga psicológica e restrições a vida social dos trabalhadores ou  medidas de prevenção deverão ser adotadas pelas empresas. Segundo Gurgel, as empresas deverão além de tomar medidas, gerar evidências para que possam ser apresentadas às fiscalizações.

Para a psicóloga, o que a NR-1 propõe (e imputa responsabilidade às empresas) deve ser encarada de forma positiva.  “É preciso transformar esse cenário em uma oportunidade para fortalecer a cultura e acelerar resultados”, propõe a mentora.

Ameaças invisíveis

A live propôs a perspectiva de como transformar ameaças invisíveis em oportunidades reais de crescimento, proteção e longevidade das empresas. Também debateu sobre os riscos psicossociais como definidores do futuro das empresas evocando que proteger seu negócio e criar um ambiente saudável trará ganhos de produtividade e, por outro lado, a Justiça do Trabalho, cada vez mais rigorosa sobre a saúde do time, poderá ser encarada como uma aliada da empresa nesse aperfeiçoamento de condutas e não uma ameaça.

Negócios Já! conversou com a psicóloga:

Por gentileza, fale pra mim quais os objetivos que vc pretendia/pretende alcançar com a live?

O principal objetivo da live foi despertar a consciência de que saúde mental não é apenas uma questão individual, mas também um fator estratégico para qualquer empresa. Quis mostrar que um ambiente saudável, com lideranças preparadas e relações respeitosas reduz conflitos, aumenta o engajamento, melhora a produtividade e fortalece os resultados do negócio.

Também, procurei esclarecer que prevenir o adoecimento emocional é muito mais eficaz e menos custoso do que lidar com as consequências quando o problema já está instalado. No fundo, o que eu desejo é contribuir para que empresas cuidem das pessoas sem perder de vista os resultados, porque acredito que pessoas emocionalmente saudáveis constroem organizações mais fortes, sustentáveis e prósperas.

A live teve como objetivo provocar uma reflexão: muitos dos maiores riscos de uma empresa não aparecem nos relatórios financeiros nem nos indicadores operacionais. Eles começam nas relações, na liderança, na comunicação, na cultura organizacional e na forma como as pessoas lidam com a pressão do dia a dia.

O que o psicólogo de atuação não clínica e sim corporativa, normalmente dentro das empresas, pode auxiliar para mitigar esses riscos.

Quando pensamos no psicólogo atuando no ambiente corporativo, muitas pessoas ainda imaginam que seu papel começa apenas quando alguém já está adoecido. Mas, na prática, a maior contribuição desse profissional acontece muito antes disso.O psicólogo organizacional pode atuar de forma estratégica na prevenção dos riscos psicossociais, fortalecendo a saúde emocional das equipes e criando um ambiente de trabalho mais saudável, seguro e produtivo.

Esse trabalho envolve, por exemplo, o desenvolvimento de lideranças mais conscientes, a melhoria da comunicação, a mediação de conflitos, o fortalecimento da confiança entre as pessoas, a construção de uma cultura de respeito, pertencimento e responsabilidade, além da identificação precoce de fatores que podem levar ao estresse crônico, à sobrecarga, ao adoecimento e à queda de desempenho. Também contribui na elaboração de programas de promoção da saúde mental, no desenvolvimento de competências socioemocionais e na criação de processos que favoreçam o engajamento, a cooperação e o bem-estar.

Em outras palavras, o psicólogo corporativo não atua apenas para “apagar incêndios”. Ele ajuda a construir uma empresa emocionalmente mais saudável, onde as pessoas conseguem desempenhar seu melhor, e onde os resultados sustentáveis são consequência de uma gestão que cuida das pessoas tanto quanto dos processos. Na minha visão, investir na saúde mental dentro das organizações deixou de ser um diferencial. É uma estratégia de gestão, de prevenção de riscos e de sustentabilidade para qualquer empresa que deseja crescer de forma consistente.

O que é a consultoria “Empresa Blindada”

É uma consultoria que não tem como foco apenas resolver problemas quando eles aparecem, mas estruturar a organização para reduzir riscos humanos, fortalecer a liderança, desenvolver equipes mais comprometidas e criar um ambiente capaz de sustentar crescimento com segurança e equilíbrio. Acredito que prevenir sempre será mais inteligente — e muito menos custoso — do que remediar. Quando cuidamos das pessoas, fortalecemos a empresa. E quando fortalecemos a empresa, todos crescem juntos.

Acredito que a verdadeira blindagem de uma empresa não começa nos processos, mas nas pessoas. Empresas fortes são construídas por líderes conscientes, equipes saudáveis e uma cultura organizacional sólida. É isso que reduz riscos, fortalece resultados e prepara a organização para crescer de forma sustentável.

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