APL Metalmecânico, Sindimiva e InvestMinas promovem encontro empresarial com executivos da Regap

Comitiva com mais de 15 empresários esteve na refinaria Gabriel Passos nesta sexta-feira (15).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no mês de março, na Refinaria Gabriel Passos, Regap, em Betim na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para anunciar a retomada dos investimentos da Petrobras no estado, com aportes envolvendo diferentes áreas. As iniciativas devem fortalecer a capacidade de produção de combustíveis da refinaria, promover a transição energética, gerar postos de trabalho e assegurar a confiabilidade operacional da unidade.

Dentro desse contexto, a Agência de Investimentos do  Governo do Estado de Minas Gerais – InvestMinas, a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço, em parceria com o Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço, Sindimiva e o APL Metalmecânico do Vale do Aço organizaram comitiva com 15 empresários para conhecer, de perto, esses investimentos anunciados pelo governo federal e as demandas de curto prazo de necessidades de manutenção e substituições de estruturas, peças e equipamentos da refinaria. Durante a parte da manhã e parte da tarde, executivos da área de projeto, manutenção e suprimentos apresentaram as áreas internas da planta de Betim e promoveram reunião para o detalhamento dos investimentos, direcionando os responsáveis, as pessoas-chave, as habilitações necessárias para a elegibilidade de empresas para a cotação de produtos e ou serviços e como se dará a interlocução entre empresários e Regap durante esse processo.

Para a gerente de investimentos para o Leste Mineiro do InvestMinas, Vanessa Moreira, a oportunidade promovida pela a agência estatal é mais uma demonstração da forte atuação que o governo de Minas, por meio do governador Mateus Simões e seu antecessor, o governador Romeu Zema, determinaram para todo o mandato. “Atrair investimentos estruturantes para Minas Gerais assim como dotar de empresas mineiras para serem priorizadas ao máximo possível como grandes fornecedoras durante a implantação dos projetos atraídos assim como tornarem-se fornecedores prioritários após o início das suas respectivas operações”, justifica a executiva.

Para o vice-presidente do Sindimiva, Renato Gomes de Aquino, há uma necessidade de curto e médio prazos de incrementar as carteiras das indústrias do segmento que, no momento, são afetadas pelas instabilidades macroeconômicas e geopolíticas, como as guerras da Rússia-Ucrânia, EUA-Israel-Irã e suas consequências limitantes como a elevação do preço internacional do petróleo que afeta, sobremaneira, aspectos do negócio como “frete” e matérias primas. “Estivemos aqui na Regap, com o nosso consultor-técnico, José Arinos, para identificar potenciais demandas de manutenções em estruturas e usinagem de precisão que possam elevar de forma mais imediata os serviços de fabricação para as empresas filiadas ao Sindimiva, não somente as que nos acompanham nessa comitiva, mas o maior número possível delas. É o que almejamos!”, observa o líder setorial.

Ronaldo Soares (APL Metalmecânico do Vale do Aço), Cristhie Moreira (ARMVA) e Renato Aquino (Sindimiva).

Para o diretor executivo do APL Metalmecânico do Vale do Aço, Ronaldo Soares, o foco é conhecer mais profundamente os investimentos a serem realizados ao longo dos próximos 05 anos, como anunciado pelo governo federal, verificar os níveis de exigência contidos em cada um deles, propor programas de capacitação das empresas para atenderem à estas demandas e, por fim, cadastrá-las junto às empresas de Engenharia “Epcistas” responsáveis tecnicamente por essas entregas à Regap. O APL, soma-se aos esforços do Sindicato, só que focando na elevação das carteiras das indústrias do segmento nos médio e longo prazos assim como uma relação comercial duradoura, a partir do cumprimento das “curvas de aprendizado” necessárias para um fornecimento contumaz de serviços de fabricação à Regap e às empresas de Engenharia responsáveis pelas obras”, esclarece o outro líder setorial.

A apresentação contou com detalhamento das demandas pelo Gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, Túlio Prodígios Schoenenkorb e Gustavo Cardinalli, Gerente de Suprimentos da Regap/Petrobras que, também foi acompanhada por Christie Garcia Martins foi nomeada como a nova diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço. Finalizando os trabalhos o Gerente Geral da Regap, Edmilson Santos, que explicou a mudança de momento da refinaria que no governo anterior estava sendo vendida e sem investimentos.

Os investimentos

No período do atual do Plano de Negócios da Petrobras (2026-30), serão investidos R$ 3,8 bilhões e gerados em torno de 8 mil postos de trabalho em ações da Regap. Nos próximos dez anos, os empregos a serem criados poderão alcançar a marca dos 36 mil, com investimentos que podem chegar a R$ 9 bilhões, incluindo projetos em andamento e iniciativas em estudo.

 

Atualmente, está em processo de implantação na Regap a produção do combustível sustentável de aviação (SAF), visando atender à Lei do Combustível do Futuro e às exigências da aviação civil internacional. Além disso, a refinaria já fez as adequações operacionais necessárias e iniciou a produção de Diesel R (com conteúdo renovável), reforçando o compromisso com combustíveis de menor impacto ambiental.

Aumento na capacidade de produção 

Com uma capacidade de processamento atual de 166 mil barris de petróleo por dia, a Regap é responsável por, aproximadamente, 9% da produção de derivados da Petrobras. Em 2026, a refinaria já iniciou as obras do projeto de aumento de capacidade em 25 mil barris por dia, com partida prevista para 2027. Ademais, já está em estudo o aumento de capacidade adicional de 59 mil barris por dia, elevando a capacidade atual em 50%. Com esses investimentos, além da promoção de empregos qualificados, serão impulsionadas as cadeias produtivas e de fornecedores.

Ao investir na capacidade produtiva da Regap, a Petrobras também investe em Minas Gerais, ampliando o impacto positivo da refinaria na economia regional. São 16 mil fornecedores cadastrados com 480 contratos ativos e cerca de R$ 28 bilhões contratados.

 

 

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