Encontro técnico em Santa Catarina amplia competitividade do setor metalmecânico do Vale do Aço

Empresários participaram de uma imersão no polo têxtil de Itajaí para troca de experiências, identificação de boas práticas e fortalecimento da articulação entre entidades e indústrias. 

Empresários do setor metalmecânico do Vale do Aço participaram, entre os dias 24 e 26 de março, de um encontro técnico em Santa Catarina, com foco na troca de experiências, identificação de boas práticas e fortalecimento da articulação institucional entre diferentes segmentos industriais. A iniciativa amplia as perspectivas para o aumento da competitividade da indústria regional.
Idealizada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), com apoio do Sindimiva e Sime, a imersão ocorreu no polo têxtil de Itajaí em uma agenda estratégica voltada à inovação, à eficiência produtiva e à integração entre entidades e empresas.
Durante os três dias de programação, o grupo realizou visitas técnicas ao Sistema FIESC, em Blumenau, além de encontros com os sindicatos Sintex e Sinfiatec. A agenda incluiu ainda visitas às empresas SCMC, Lavanderia e Tinturaria Quality Ltda, Tinturaria Florisa, Grupo Kyly e Marisol S.A., permitindo o contato direto com diferentes modelos de gestão e organização industrial.
Ao longo do encontro, foi possível observar, na prática, a atuação integrada entre entidades e empresas, o elevado nível de automação dos processos produtivos, a organização estruturada da cadeia produtiva e a valorização da gestão, das pessoas e da cultura organizacional como diferenciais competitivos relevantes para o crescimento sustentável da indústria.
Embora pertençam a segmentos distintos, os aprendizados obtidos são considerados altamente aplicáveis à realidade do setor metalmecânico, especialmente no que se refere à articulação institucional, ao ganho de eficiência operacional e à visão estratégica de mercado.
Para o analista de projetos do IEL, Victor Silva, a experiência evidenciou desafios comuns enfrentados por diferentes setores industriais. “Mesmo sendo áreas diferentes, ficou muito claro como os desafios se conectam, especialmente quando falamos de mão de obra, produtividade e eficiência operacional. As diferenças de contexto ampliam o olhar e provocam novas formas de pensar o próprio negócio”, destacou.
O vice-presidente do Sindimiva, Renato Gomes, chamou atenção para o nível tecnológico observado durante as visitas. “Fiquei impressionado com a escala e o grau de automação do Grupo Kyly, além da especialização e eficiência da Tinturaria Florisa. Isso reforça que sempre há algo a aprender, mesmo em segmentos diferentes”, avaliou.
Já o presidente do Sime, Wenilson Fernandes, destacou o impacto da experiência. “Essa troca é extremamente valiosa, pois nos faz refletir sobre o que pode ser adaptado à nossa realidade. A articulação promovida pelos sindicatos, juntamente ao IEL, é fundamental para fortalecer o setor”, concluiu.

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