CSN Mineração vai acelerar aporte de 8bi em Minas

A CSN Mineração (CMin) vai acelerar este ano os desembolsos para manter o cronograma do projeto Itabirito P15, empreendimento de R$ 8 milhões projetado para elevar em 16,5 milhões de toneladas a capacidade do complexo Casa de Pedra, em Congonhas. A empresa pretende iniciar a produção de minério de alto teor na nova planta em Minas Gerais no fim de 2027.

Planta de Itabirito P15: um marco para a mineração brasileira

O projeto apresentado é considerado um dos mais relevantes da história recente da CSN Mineração. Localizada na unidade Casa de Pedra, em Congonhas (MG), a nova planta terá capacidade para produzir 15 milhões de toneladas anuais de pellet feed a seco. O processo permitirá elevar o teor de ferro de 38% para 67,5%, viabilizando economicamente o aproveitamento de minério de baixo teor.

Com previsão de conclusão em 2027, o empreendimento contará com tecnologias sustentáveis, como recirculação de água e sistema de disposição de rejeitos a seco, reduzindo significativamente os impactos ambientais e contribuindo para a descarbonização da cadeia do aço.

O investimento total ultrapassa R$ 8 bilhões para tratar minério de baixo valor econômico, dentro de um plano maior que prevê aportes totais de R$ 13 bilhões até 2028 na unidade de Congonhas. A nova unidade ocupará uma área superior a 862 mil metros quadrados, o equivalente a 86 campos de futebol. Durante as obras, serão gerados mais de 4.000 empregos diretos, além de 1.500 postos na fase operacional.

Ainda segundo o diretor, a matéria-prima para abastecer a planta já está estocada. “Temos uma pilha de 250 milhões de toneladas de itabirito pobre. É uma montanha de minério que garante a operação pelos próximos 10 anos, sem necessidade de abrir novas cavas”, explicou.

Oportunidades para a indústria fornecedora

Do total investido, R$ 3 bilhões são destinados à aquisição de equipamentos, especialmente para movimentação de pátio, como retomadoras, além de sistemas de carregamento ferroviário. Outros R$ 5 bilhões estão alocados em obras civis, montagem mecânica, elétrica e serviços associados.

“Estamos na fase de contratação das obras civis e eletromecânicas e pretendemos concluir a aquisição dos equipamentos ainda este ano”, observou Reis.

“Uma excelente oportunidade para os associados entenderem as demandas da CSN e buscarem parcerias, seja como fornecedores ou contribuindo com soluções tecnológicas para o setor”, complementou o Presidente do Conselho de Metalurgia e Mineração da ABIMAQ, Rodrigo Franceschini, ressaltando a relevância do encontro.

Além da planta de Congonhas, a CSN também detalhou sobre o projeto de ampliação do porto de Itaguaí (RJ), considerado estratégico para acompanhar o crescimento da produção de minério de ferro e aumentar a competitividade logística da companhia. A expansão deve gerar novas oportunidades para fornecedores de equipamentos, especialmente de equipamentos voltados ao manuseio de minérios.

“Hoje, o porto consegue embarcar 42 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Com a expansão, que deve ser concluída até 2030, esse volume chegará a 60 milhões de toneladas”, explicou Reis. O investimento previsto é de R$ 4,5.

As obras já começam no segundo semestre, com a ampliação do píer, que permitirá o atendimento simultâneo de dois navios, otimizando significativamente as operações.

Mineração puxa crescimento da indústria de máquinas

O setor de máquinas e equipamentos para mineração e construção cresceu 13,3% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as indústrias extrativas, no geral, tiveram alta de 8,6%, alcançando um faturamento de R$ 73,8 bilhões no trimestre.

Para 2025, apesar da expectativa de desaceleração do PIB, com crescimento estimado entre 2,2% e 2,3%, ainda assim, o cenário é otimista para setores como o agro e a mineração. “Esperamos uma supersafra, com PIB agrícola crescendo 5%, e a indústria extrativa mantendo bom ritmo, com projeção de alta de 2,6%” comentou Zanella.

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