Empresas brasileiras e estrangeiras têm interesse; negócio é estimado em US$ 2,5 bi
A CSN está em processo de venda da CSN Cimentos para reduzir seu endividamento de R$ 41,218 bilhões. Cerca de 10 empresas, incluindo J&F, Cemex e Holcim, assinaram NDAs para avaliar a compra, estimada em US$ 2,5 bilhões. A CSN também busca um empréstimo para lidar com dívidas. O CFO Marco Rabello espera concluir o processo até o terceiro trimestre de 2026. A venda pode atrair empresas como Loma Negra e Argos, interessadas em entrar no mercado brasileiro de cimento.
A venda da CSN Cimentos começa a ganhar corpo. A empresa mãe, a CSN, pode abrir mão do controle para levantar recursos e diminuir seu endividamento. De acordo com fontes ouvidas pela Coluna, perto de 10 companhias devem assinar os contratos para avaliar os dados da empresa, o primeiro passo antes de se fazer uma oferta não vinculante, que é a próxima etapa. O negócio é estimado em US$ 2,5 bilhões. Apesar de estarem em vias de assumir o compromisso de avaliar os números do ativo sem compartilhar as informações, a evolução para propostas mais firmes ainda é distante para a maior parte dos interessados.
Entre os nomes citados pelo mercado que devem assinar o contrato de avaliar os dados sem revelar os números publicamente (NDA, na sigla em inglês), está a J&F, holding da família Batista, e as estrangeiras Cemex, Loma Negra, CRH, Holcim, e Argos. Essa fase do processo de venda acaba atraindo vários interessados, porque é uma análise da empresa que pode não evoluir para uma proposta de compra, que neste caso é de 100% da empresa.
No grupo de empresas do empresário Benjamin Steinbruch, fontes da Faria Lima apontam que o processo de venda da CSN Cimentos é o que deve evoluir mais rapidamente, embora não se tenha, neste momento, certeza de que o processo vai de fato ser fechado. O empresário precisa de recursos para reduzir o endividamento do grupo, que tem R$ 41,218 bilhões em dívida líquida, número que aumentou quase 10% do terceiro para o quarto trimestre de 2025.



