Servidores públicos protestam contra governo Zema

Em ato realizada nesta quarta-feira, 8, em frente à Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, os servidores públicos e entidades sindicais de Minas Gerais realizaram um protesto contra o governo Zema. Os manifestantes fizeram duras e pesadas críticas contra a proposta de reajuste salarial de 3,62%, o arrocho nos salários e o que eles consideram como o “desmonte dos serviços públicos.”

Para a coordenadora do SindUTE-MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), Denise Romano, o aumento proposto não é suficiente e chega a ser acintoso. Ela também criticou o projeto que pede o aumento da contribuição do Ipsemg e a possível implementação de uma “política de cashback”, sem entretanto, explicar como seria isso.

Além dos servidores e sindicalistas, estudantes da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), se juntaram à manifestação contra projetos privatizantes. além do ato na sede do parlamento mineiro, ocorrem paralisações em diversos setores do serviço público em todo estado, Os sindicatos não informaram, entretanto, se houve adesão total ou apenas parcial.

A deputada estadual Beatriz Cerqueira criticou a propaganda do governo Zema em contraste com suas políticas de desinvestimento nos serviços públicos e privatização de empresas estatais.

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Foto: Crédito: Guilherme Dardanhan/ALMG A "Frente em Defesa do Serviço Público de Minas Gerais", da qual fazem parte 29 entidades, entre elas o SindUTE/MG, que representa os servidores da Educação, formalizou ofício junto aos gabinetes dos parlamentares da Assembleia Legislativa manifestando sua posição contrária ao Projeto que, se aprovado, introduziria uma série de mudanças no Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais). No documento apresentado aos deputados, a Frente enumera as principais alterações prevista no projeto e que, segundo ela, causaria grandes prejuízos aos servidores, necessitando por isso mais tempo para debates e discussões antes de sua votação. Entre os itens que as entidades se manifestam “de forma unânime, total e completamente contrários”, destaca-se a alteração de Lei Complementar para Lei Ordinária. “Ao utilizar-se de lei ordinária e não lei complementar, futuras alterações das regras da assistência não necessitarão de maioria absoluta da ilustre casa legislativa, tornando a legislação do Ipsemg mais fácil de ser alterada e trazendo insegurança aos beneficiários”. Outro ponto de discordância é o aumento do teto de contribuição que hoje é de R$ 275, 15 e que passaria para R$ 500 e também a obrigatoriedade de contribuição para os filhos menores de 21 anos, que hoje são isentos de pagamento. Outro ponto também discordante é o aumento do valor mínimo de contribuição que hoje é de R$ 33 e passaria, com a aprovação da lei para R$ 60, mesmo  valor que também passariam a pagar os filhos até 21 anos. O PL ainda estipula que os valores de piso e teto serão por beneficiário e exclui do cômputo do teto o valor de contribuição do cônjuge. Desta feita, o beneficiário passará a contribuir com valores acima do teto atual, vez que, além do aumento no seu valor, a contribuição referente ao cônjuge não estará incluída no cálculo do teto”, salientaram. Outro ponto também questionado pela Frente é a alíquota adicional para maiores de 59 anos, que seria de 1,2% para o titular e seu cônjuge. Deste modo, a contribuição final será de 4,4%.  a Frente também apresentou questionamentos em relação a cobrança por dependente, alterações no Conselho de Beneficiários; redução de cobertura de internação e procedimentos e incidência de contribuição para o custeio da assistência médica sobre gratificações natalinas e sobre retroativos a receber.

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