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Minas já tem quase 40 mil celulares bloqueados

Quase 40 mil celulares roubados ou furtados em Minas Gerais desde 2018, tiveram o bloqueio realizado. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a ação que pode ser utilizada tanto pela polícia, no momento do registro da ocorrência, quanto por qualquer cidadão que tenha sido vítima desse tipo de crime. Neste ano, entre janeiro e setembro, foram 6,1 mil bloqueios realizados

Segundo a Sejusp, a Cbloc (Central de Bloqueio de Celulares de Minas Gerais) funciona de forma on-line e possibilita a inutilização do aparelho roubado ou furtado de forma imediata diminuindo seu valor de mercado. Além dos ganhos para a Segurança Pública, o cidadão que requer esse bloqueio por meio do endereço www.cbloc.seguranca.mg.gov.br, protege seus dados pessoais, já que diminui a chance de acesso a informações importantes como conversas em aplicativos de mensagens instantâneas, fotos ou caminhos diários salvos em aplicativos de GPS, para citar alguns exemplos.

“É essencial que o cidadão utilize esse serviço para desestimular a prática de crimes. É uma forma de as pessoas se protegerem e auxiliarem as forças de segurança pública no combate a esse tipo de prática que tanto tem incomodado a sociedade atualmente”, ressaltou o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves.

Como fazer o bloqueio

Com poucos cliques, de forma rápida e segura, quem foi vítima do crime de furto ou roubo de celulares pode solicitar bloqueio do aparelho por meio da Cbloc. Para isso, precisa ter em mãos o registro da ocorrência, que deverá ser anexada ao processo no site da Central. Também é preciso informar alguns dados pessoais e o número do celular roubado – o que é uma das vantagens da ferramenta já que, por meio dela, não é necessário informar o IMEI. O IMEI é um código internacional de identificação do telefone, com muitos números, que geralmente a vítima não tem anotado e que não consegue mais obter pelo telefone, depois de o aparelho ter sido roubado ou furtado.

Vale ressaltar, ainda, que a Cbloc também busca inibir o furto e o roubo de celulares que ainda não foram vendidos para os consumidores. Lojistas e transportadoras poderão solicitar o bloqueio de uma carga completa subtraída, por exemplo, desincentivando o roubo em massa de aparelhos.

“No caso desses aparelhos, que ainda não estão vinculados a uma operadora em específico, o sistema permite a opção de bloqueio por meio do IMEI, que fica disponível nas notas fiscais das compras das cargas”, ressaltou Bernardo Naves.

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