Presidente da Usiminas comemora reversão de prejuízo no primeiro trimestre e acena com expectativa de melhoria no volume de vendas do aço para o próximo semestre.
As incertezas que as turbulências da geopolítica promoveram nos últimos anos com a guerra da Ucrânia e o derretimento da globalização de mercados, acrescentados pela Guerra do Irã, EUA, Israel e país árabes impactaram, sobremaneira, o mercado do aço no Brasil. Nem por isso todos esses problemas da geopolítica foram maiores que o volume de importações de aço observados com crescimento atípico desde 2022, sobretudo, vindos da China. Foi próximo a isso que a apresentação do presidente da Usiminas, Marcelo Chara, discorreu boa parte dela à imprensa regional, realizada no Centro de Memória da Usiminas, na quarta-feira (06), em Ipatinga.
O principal executivo da siderúrgica apontou e demonstrou, por meio de gráficos, os desafios impostos pelos impactos, na cadeia de valor, a elevação da cotação internacional do petróleo e derivados que impactaram no custo dos fretes e toda a logística mundial de bens e serviços.
Contudo, para se ter uma ideia, Chara explicou que as importações de aços planos da china, a sua evolução desde 2022 foram maiores que os guerras da Rússia com a Ucrânia e os conflitos que se sucederam. As importações do aço proveniente da China apresentaram uma sequência de elevações das importações em 40% para 2023, 24% para 2024 e somente começou uma discreta tendência de queda em 2025. Contudo, o acumulado no período chegou a quase dobrar de 43 milhões para 73 milhões de toneladas.
Mecanismos de defesa industrial foram implementados em diversos países que impuseram medidas antidumping com tarifas de até 50%, como nos EUA e Canadá, 35% no México e 23% na Europa. Com muito esforço das siderúrgicas brasileiras, sobretudo, por meio do Instituto Aço Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, MDIC, conseguiu chegar a uma tarifa de 10,8%, em dezembro de 2025, cujos efeitos esperam ser sentidos no próximo semestre, o que anima o presidente Chara.
Uma curiosidade apresentada, foi a posição do Brasil no ranking de importação do aço chinês. A China tem seu principal escoamento de produção nos países asiáticos tendo o Brasil na 9ª posição geral, mas na 1ª posição entre os países não asiáticos que mais importam mais o aço chinês.
Resultados 1º trimestre
Os resultados do 1º trimestre no negócio siderurgia foi 1 milhão de toneladas de vendas de aço, -7% em relação ao 4º trimestre de 2025, mas financeiramente melhor tendo como principal componente o ajuste de preços dos produtos, adequando-os às recorrentes elevações dos custos de matérias primas e da produção, o que pode ser observado na margem Ebtida de 11% (no 4º Tri de 2025 foi de 7%) e no EBTIDA Consolidade Ajustado que chegou a 653 milhões, mais de 56% acima do que alcançado no 4º trimestre de 2025. Na mineração, 1,9 milhão de toneladas, 20 % menor que no 4º trimestre de 2025.
Compromisso com o desenvolvimento regional
Pode se observar com o volume de recursos investidos no Vale do Aço em 2025. Dos 1,6 bilhão de compras realizadas pela siderúrgica, 1,3 bilhão foram adquiridas em produtos e serviços no Vale do Aço. Para se ter uma ideia, 47,9 milhões em impostos pagos no Vale do Aço em 2025.
Com esses números, a Usiminas reforçou seu compromisso com o desenvolvimento regional o que, também, pode ser observado nos investimentos em equipamentos para monitoramento e mitigação do impacto de suas atividades no meio ambiente e nas ações da área de Relações Institucionais, brilhantemente conduzidas pela Dupla André Chave (Diretor corporativo) e pela Gerente Tainá Vieira.



