No balanço da Fiemg, economia do país cresce menos que 2024

Projeção de crescimento de 2,3% pode ser atribuída a uma estratégia “retrógrada” do governo.

O desempenho da economia brasileira deve desacelerar em 2025 em relação ao ano passado e fechar o período com crescimento de 2,3%. A projeção é da Federação das Indústrias de Minas Gerais, FIEMG, que divulgou nesta quinta-feira (18) o seu balanço anual e perspectivas em um evento com jornalistas na sede da Federação, em Belo Horizonte.

Conforme a Federação, a queda do desempenho pode ser atribuída à política monetária contracionista sobre os setores mais cíclicos da economia, como serviço e indústria de transformação. Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve alta de 3,4%.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o arrefecimento econômico reflete também o “esgotamento de uma estratégia de crescimento claramente retrógrada, ainda muito apoiada em aumentos de gastos públicos e em políticas de transferência de renda com foco predominantemente no consumo”.

Em relação a Minas Gerais, o PIB deve encerrar 2025 com crescimento de 2%, número inferior ao registrado no ano passado, que foi de 3,1%.

“Para 2026, o crescimento da atividade econômica tende a permanecer moderado, limitado pela manutenção de juros elevados e pelo ambiente de maior risco fiscal. A expectativa é de recuperação gradual da indústria ao longo do período, condicionada à eventual redução da taxa de juros e à retomada dos investimentos produtivos”, destaca Flávio Roscoe.

Indústria e trabalho

O estudo da FIEMG revela também que o PIB industrial em Minas Gerais deve apresentar um crescimento de 1,6% em 2025, refletindo os efeitos da política monetária que limita investimentos. O setor de transformação foi um dos destaques até o segundo trimestre deste ano, com alta de 2,2%, seguido pelo de energia e saneamento (1,3%). Em relação ao setor produtivo nacional, a Federação estima uma alta do PIB de 1,5% em 2025.

O mercado de trabalho segue aquecido em 2025, consolidando a recuperação pós-pandemia e estabelecendo novos recordes. No Brasil, a taxa de desemprego foi de 5,6% no 3º trimestre, o menor nível para o período desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Já o IPCA, que é o índice oficial de inflação do Brasil, deve fechar 2025 no patamar de 4,4%.

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