A siderurgia brasileira encerra 2025 pressionada pelo avanço das importações, com perdas de margem, paralisação de operações, redução de investimentos e demissões. O setor entra em 2026 à espera de medidas capazes de reverter esse quadro, que se arrasta há anos. Dados do Instituto Aço Brasil mostram que entre 2021 e 2022, os desembarques de laminados diminuíram de 4 milhões de toneladas (Mt), para 3,1 Mt, mas, desde então, a curva foi crescenteNo recorte de janeiro até novembro de 2025, o País importou 5,4 Mt de aço laminado, alta interanual de 20,2%. 2025, também, se mostrou um ano marcado por frustrações: estagnação econômica, juros elevados, baixa utilização da capacidade instalada e avanço das importações.
O Brasil permaneceu estagnado em seu desenvolvimento econômico e, com a manutenção de uma taxa de juros elevada, desproporcional a qualquer tentativa de avanço, praticamente não houve progresso. Até outubro, conforme os dados divulgados em novembro pelo Instituto Aço Brasil, a utilização da capacidade instalada da siderurgia continuavam em 65%, cifra insuficiente para gerar caixa e viabilizar novos investimentos. Enquanto isso, as vendas internas seguiam paradas, com retração de 0,3%, frente ao acumulado de janeiro a outubro de 2024, enquanto as importações se alçavam a 6,1% no mesmo período.
Havia expectativa de que a implantação do sistema de cota-tarifa surtisse efeitos positivos na contenção das importações predatórias, e solucionasse o problema da entrada de aço externo. Contudo, na prática, os números mostraram que não foi assim. As importações seguiram em alta e apenas agora, perto do final do ano, com os julgamentos de ações antidumping que impõem taxação extra a certos produtos, parece surgir algum alento ao setor.



