De acordo com o portal do Valor, os balanços do terceiro trimestre de 2025 das principais siderúrgicas que operam no país revelam um momento que não se consolidará se continuar o mercado brasileiro dominado por importações crescentes, preços baixos e incerteza a sobretaxação por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, MDIC.
Com demanda firme em segmentos como construção civil, infraestrutura e parte do agronegócio, as empresas conseguiram ampliar volumes, reduzir custos e sustentar margens em um nível melhor do que o registrado no início do ano.
Em entrevista realizada há 3 semanas para o portal O Tempo, o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, disse: “há capacidade ociosa, mas não há necessidade de se ocupá-la”. A produção de aço no país continua em retração. Em outubro, o recuo foi de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 3,0 milhões de toneladas (Mt). No acumulado de 2025, o setor soma 28,0 milhões de toneladas, queda de 1,8%, segundo dados do Instituto AçoBrasil, IABr.
E a luta continua…
A entrada contínua de produtos importados, que chegam ao mercado com preços considerados aviltados, segundo o IABr. Soma-se a isso, a ausência de medidas de proteção à indústria nacional, já provoca fortes impactos na siderurgia brasileira. Nos balanços enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes ao último trimestre, a Usiminas registrou o maior prejuízo já divulgado por uma usina nacional.
Entre janeiro e outubro, as importações atingiram 4,9 Mt, alta expressiva de 20,4%, mesmo após a adoção de cotas, que se mostraram ineficazes para conter o avanço. Com isso, o consumo aparente de aço no Brasil chegou a 22,7 milhões de toneladas, crescimento de 2,9%, mas com grande participação de produtos estrangeiros.



