O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça, 12, uma grande operação mirando um suposto esquema de desvios fiscais que operava através do pagamento de propinas bilionárias a auditores da Receita Estadual. O dono da rede de farmácias Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi preso no seu sítio em Santa Isabel. Mario Otávio Gomes, que é diretor da Fast Shop e um auditor fiscal também foram parar atrás das grades.
Os promotores de Justiça responsáveis pela investigação apontaram que Sidney Oliveira ocupava uma “posição de comando” dentro do esquema. O auditor estadual que foi preso teria recebido cerca de um bilhão de reais em propinas, através de uma empresa registrada em nome de sua mãe. Em troca, ele favorecia as unidades da Ultrafarma e dos outros empresários envolvidos com a investigação.
Ultrafarma
A Ultrafarma, rede de farmácias fundada em 2000 por Sidney Oliveira, construiu sua marca com o apelo de vender medicamentos a preços abaixo da média do mercado. O modelo de negócios se baseia na compra de grandes volumes diretamente de distribuidoras e laboratórios, o que permite descontos agressivos. Além de lojas físicas, a empresa ganhou notoriedade no comércio eletrônico de remédios, adotando um sistema de vendas on-line com entregas para todo o Brasil. O site oferece medicamentos de referência e genéricos, com foco em preços competitivos.
A estratégia publicitária sempre foi centrada na figura de Sidney Oliveira, que atuava como apresentador e garoto-propaganda em campanhas de TV, rádio e internet. A imagem pessoal do empresário ajudou a criar proximidade com o público e reforçar o apelo de confiança. Nesta 3ª feira (12.ago.2025), o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) prendeu Oliveira durante a operação Ícaro. Ele é um dos alvos de uma investigação sobre um esquema de fraudes em créditos tributários….
A investigação conduzida pelo Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) identificou que o esquema teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. O auditor fiscal, segundo os promotores, manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas envolvidas. As informações são do g1.
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