A Samarco estima que sairá oficialmente da recuperação judicial (RJ) até agosto, quando acaba o prazo de supervisão judicial do plano de recuperação após sua homologação, em agosto de 2023. A empresa afirma ter cumprido todas as obrigações previstas no plano que englobou dívidas de R$ 50 bilhões.
A Samarco entrou em recuperação judicial em abril de 2021, após enfrentar ações judiciais por parte de credores fundos estrangeiros. O pedido foi aceito pela 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte e o plano de recuperação judicial foi homologado pela Justiça em agosto de 2023. O plano prevê a reestruturação do endividamento da empresa, com alterações de prazo, condições, encargos e forma de pagamento, além de um empréstimo de US$ 250 milhões pelas acionistas Vale e BHP.
A Samarco entrou em recuperação judicial em abril de 2021, com dívidas em torno de R$ 50 bilhões, sendo R$ 26 bilhões com títulos emitidos no exterior e R$ 24 bilhões com os acionistas controladores. A mineradora tentou negociar com os credores, mas eles entraram com ações judiciais nos EUA e no Brasil. A recuperação judicial foi vista como a única alternativa para se defender das medidas de cobrança. Para tanto, um plano de recuperação judicial, homologado em agosto de 2023, prevê a reestruturação do endividamento da Samarco, incluindo a alteração de prazos, condições, encargos e forma de pagamento que, por sua vez, inclui um empréstimo de US$ 250 milhões das acionistas Vale e BHP.
A Justiça determinou que a Samarco permaneça em situação recuperacional por dois anos.